ESPAÇO SAÚDE
Espaço Saúde
Estar bem física e psicologicamente influencia tanto na boa execução profissional, quanto nos relacionamentos interdisciplinares, envolvendo família, trabalho e amigos. Objetivando informar cada vez mais sobre diversas enfermidades e vícios que assolam a saúde humana, o Espaço Saúde abre este canal para todos os visitantes desta página.
Semana Itinerante: Resultados do evento
Alcoolismo
Estresse
Estresse e coração
Câncer de pele
Gripe
Hipertensão arterial
Obesidade
Lombalgia
Varizes
Tabagismo
Tabagismo Passivo
Alcoolismo
O álcool funciona como uma droga que provoca dependência física e psíquica exatamente como a heroína e a cocaína. A diferença é que é uma droga socialmente aceita e legalizada, além de ser possível um consumo moderado de álcool sem riscos para a saúde, ao contrário das outras drogas. O alcoolismo afeta o usuário e aqueles que lhe são próximos, causando sofrimento físico e psicológico. A doença caracteriza-se por ser primária, crônica, progressiva. E pode levar à morte se não houver intervenção.O bom uso do álcool se deve à ingestão de duas taças diárias de vinho por dia, beneficiando o coração, porém doses maiores do que essas prejudicam o organismo. Ter um estilo de vida saudável é determinante na proteção de doenças cardiovasculares. Por isso, procure ter uma alimentação balanceada e praticar exercícios físicos regularmente.O alcoolismo é apenas um dos problemas derivados do abuso regular de álcool. Um indivíduo pode beber demais sem ser alcoólatra, isto é, abusar do álcool várias vezes sem ser dependente. Os problemas que podem advir do abuso de álcool incluem desde a irresponsabilidade no trabalho, na escola ou no seio familiar, além de acidentes de automóvel, de trabalho e infrações por conduzir embriagado. Um grande risco é a interação do álcool com medicamentos.
Estresse
O que é o estresse?
O estresse, seja ele de natureza física, psicológica ou social, é composto de um conjunto de reações fisiológicas que se exageradas em intensidade ou duração podem levar a um desequilíbrio no organismo. A reação ao estresse é uma atitude biológica necessária para a adaptação às situações novas.
Quais os tipos de estresse?
O estresse pode ser dividido em dois tipos básicos: o estresse crônico e o agudo. O estresse crônico é aquele que afeta a maioria das pessoas, sendo constante no dia a dia, mas de uma forma mais suave. O estresse agudo é mais intenso e curto, sendo causado normalmente por situações traumáticas, mas passageiras como a depressão na morte de um parente.
Quais as principais causas de estresse?
Há fatores chamados estressores de curto prazo: o fracasso, a carga de trabalho, a pressão de tempo, ameaça indução do medo etc. e, os de longo prazo: as situações de competição, serviços em zonas de perigo e trabalho monótono
Sobrecarga: a falta de tempo, o excesso de responsabilidade, a falta de apoio e expectativas exageradas.
Alimentação incorreta: não é apenas importante o que comemos, mas também como comemos.
Fumar: o cigarro libera nicotina que, na fase de menor concentração, já provoca reações de estresse leve, depois bloqueia as reações do organismo e causa dependência psicológica.
Ruídos: coloca-nos sempre em alerta, provoca a irritação e a perda de concentração desencadeando reações de estresse, que podem levar até a exaustão. Baixa auto-estima: tende a se agravar o estresse nestas pessoas.
Medo: o medo acentua nas pessoas a preocupação sem necessidade, uma atitude pessimista em relação à vida ou lembranças de experiências desagradáveis. Trânsito: os congestionamentos, os semáforos, os assaltos aos motoristas e a contaminação do ar podem desencadear o estresse.
Desgaste à que as pessoas estão submetidas permanentemente nos ambientes e as relações com o trabalho são fatores determinantes de doenças.
Quais os principais sintomas de estresse?
Os sintomas variam de pessoa para pessoa.
Físicos: Dores de cabeça, Indigestão, Dores musculares, Insônia, Indigestão, Taquicardia, Alergias, Insônia, Queda de cabelo, Mudança de apetite, GastriteDermatoses e Esgotamento físico.Psicológicos: Apatia, Memória fraca, Tiques nervosos, Isolamento e introspecção, Sentimentos de perseguição, Desmotivação, Autoritarismo, Irritabilidade e Emotividade
Você está estressado? Teste seu estresse:
A evolução do estresse se dá em três fases: alerta, resistência e exaustão. Avalie a fase em que você se encontra com base em alguns sintomas que costumam estar relacionados a cada uma delas:
Fase de alerta: Mãos e/ou pés frios, Boca seca, Dor no estômago, Aumento de sudorese, Tensão e dor muscular, por exemplo, na região dos ombros, Aperto na mandíbula/ranger os dentes ou roer unhas/ponta da caneta, Diarréia passageira, Insônia, Taquicardia, Respiração ofegante, Hipertensão súbita e passageira, Mudança de apetite, Agitação e Entusiasmo súbito. Se você tem menos que sete desses sintomas é possível que o seu corpo não esteja sendo afetado pelo estressor. Lembramos mais uma vez que este teste não é muito preciso e que casos de estresse podem se manifestar de formas diferentes. Se você tem sete ou mais destes sintomas é provável que já tenha atingido a fase de alerta.
Continue o teste.
Fase da resistência: Problemas com a memória, Mal-estar generalizado, Formigamento nas extremidades, Sensação de desgaste físico constante, Mudança de apetite, Aparecimento de problemas dermatológicos, Hipertensão arterial, Cansaço constante, Gastrite prolongada, Tontura, Sensibilidade emotiva excessiva, Obsessão com o agente estressor, Irritabilidade excessiva e Desejo sexual diminuído. Se você tem menos que quatro desses sintomas sua fase de estresse é de ALERTA.
Se você tem quatro ou mais destes sintomas você provavelmente já atingiu a fase de alerta e ultrapassou.
Continue com o teste.
A Fase da Exaustão: Diarréias freqüentes, Dificuldades sexuais, Formigamentos nas extremidades, Insônia, Tiques nervosos, Hipertensão arterial confirmada, Problemas dermatológicos prolongados, Mudança extrema de apetite, Taquicardia, Tontura freqüente, Úlcera, Impossibilidade de trabalhar, Pesadelos, Apatia, Cansaço excessivo, Irritabilidade, Angústia, Hipersensibilidade emotiva, Perda do senso de humor. Se você teve menos que nove desses sintomas nos últimos três meses sua fase de estresse é RESISTÊNCIA.
Se você teve nove destes sintomas nos últimos três meses sua fase de estresse é EXAUSTÃO e deve-se procurar ajuda médica.
Se você se enquadra em alguma das fases aqui mostradas deve-se procurar ajuda de um profissional de saúde.
Estresse e coração
Existem pesquisas que mostram que o estresse afeta o organismo causando alterações celulares de maneira a aumentar a incidência de doenças. O estresse está ligado às doenças do coração e à hipertensão arterial, podendo também ter uma relação com o surgimento do câncer. Dados convincentes sugerem que o medo crônico, a ansiedade, a solidão e a depressão podem ser letais para pessoas com doenças do coração. É significativo o fato de que os ataques cardíacos são provocados pela agregação de plaquetas formando coágulos, fenômeno conhecido como "correr ou lutar" e desencadeado pelo medo ou pavor. Todos estão constantemente experimentando o estresse de uma forma ou de outra. O estresse agudo é fruto de um acontecimento traumático, como a perda de um ente querido, um assalto, uma doença grave na família, a perda do trabalho, perda de um bem. Já o estresse crônico é aquele do dia-a-dia, como problemas de trânsito, profissionais, econômicos, relações de trabalho e de família. Nas situações de estresse o corpo libera dois hormônios, a adrenalina e a cortisona. As pesquisas sugerem que exercício moderado e regular é a melhor maneira de se opor aos efeitos prejudiciais do estresse. As pessoas que regularmente fazem exercício percebem que toleram o estresse muito melhor e não necessitam mais comer muito ou tomar grandes doses de álcool, como forma de se acalmarem quando estão em situações de estresse.
Câncer de pele
A exposição solar exagerada é uma das causas do crescimento da incidência do câncer de pele nas pessoas. O carcinoma basocelular, o espinocelular e o melanoma cutâneo são os tipos clínicos da doença. A prevenção, segundo orientações do Programa Nacional de Câncer de Pele, é feita com o uso de protetores solares, meia hora antes da exposição ao sol, com fator de proteção solar de no mínimo 20. O protetor deve ser reaplicado a cada duas horas, principalmente após transpiração intensa.
Gripe
O resfriado e a gripe são freqüentemente confundidos. Embora tenham muitas características semelhantes, são doenças diferentes. A gripe é como se fosse o irmão mais forte do resfriado, seus sintomas são mais acentuados. Trata-se de uma infecção respiratória altamente contagiosa também provocada por vírus, só que por um tipo específico, o Influenzae, que é um tipo de vírus bastante resistente. O Influenzae sofre constantes mutações, possibilitando que um mesmo individuo tenha várias gripes durante a vida. Além disso, ele se propaga com mais rapidez do que os vírus do resfriado, acarretando a rápida disseminação da doença e epidemias. O tratamento do resfriado ou da gripe baseia-se em melhorar os sintomas do paciente, com o uso de antigripais tratando a febre, tosse e congestão nasal. Dependendo da reincidência da gripe faz-se um tratamento com médico imunologista, aumentando a força do sistema imunológico e fortalecendo mais o organismo contra o vírus da gripe. Existem vacinas para combater a gripe usada principalmente pelos idosos que, como as crianças, são mais sensíveis às complicações da doença. Entretanto, elas oferecem proteção por um tempo limitado, geralmente menor do que um ano, devido às mudanças de "aspecto" do vírus levando-o a escapar do efeito das vacinas. É por este motivo que a vacina da gripe tem sua composição reformulada a cada ano de acordo com a previsão do “aspecto” do vírus para aquele ano. É aconselhável, também, que crianças e profissionais da área de saúde sejam sempre vacinados.As crianças pequenas podem contrair a gripe de três ou quatro vezes por ano e é raro haver um adulto que escape da doença. Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS) estima-se que entre 10% a 20% da população mundial tenha pelo menos uma gripe a cada ano. Da mesma forma que o vírus do resfriado, o vírus da gripe deve infectar células das membranas do nariz e garganta e se multiplicar para haver contaminação. Para isso é necessário que ele ultrapasse o muco produzido pelo nosso corpo para capturar pequenas coisas suspensas no ar como pólen, poeira, bactérias e até mesmo vírus. Quando um vírus penetra o muco e entra em uma célula, ele comanda a máquina de produção de proteína para fazer um novo vírus, o qual, por sua vez, ataca as células vizinhas. É possível se contaminar inalando partículas infectadas das secreções respiratórias (tosse, coriza, espirros) transportadas pelo ar ou tocando nessas secreções e levando as mãos à boca, olhos ou nariz. Por isso, pode-se pegar o vírus apertando a mão de uma pessoa resfriada ou então através de toalhas, telefones, dinheiro, etc.
Hipertensão arterial
A hipertensão, ou pressão alta existe quando a pressão, medida várias vezes em consultório médico, é igual a 14 por 9 ou maior. Isso acontece porque os vasos nos quais o sangue circula se contraem e fazem com que a pressão do sangue se eleve. Para entendermos melhor, podemos comparar o coração e os vasos a uma torneira aberta ligada a vários esguichos. Ao fecharmos a ponta dos esguichos, a pressão irá subir. Da mesma maneira, quando o coração bombeia o sangue e os vasos estão estreitados, a pressão dentro dos vasos aumenta. Cerca de 90% dos casos não há causa definida, porém há vários fatores interligados que contribuem para a elevação da pressão como a obesidade, excesso de sal na comida, apnéia do sono e roncos, além do sedentarismo. É mais freqüente em pessoas acima de 35 anos e quando há casos na família. Pode ter causa definida como problemas renais, de artéria aorta, uso de descongestionantes nasais com corticóides, etc.A pressão alta ataca os vasos. Todos eles são recobertos internamente por uma camada muito fina e delicada que é machucada quando o sangue está circulando com pressão muito alta. Com isso, os vasos se tornam endurecidos e estreitados e podem, com o passar dos anos, entupir ou romper-se. Quando isso acontece no coração, o entupimento de um vaso leva à angina e pode ocasionar infarto. No cérebro, o entupimento ou rompimento de um vaso, leva ao "derrame cerebral" ou AVC. Nos rins também pode ocorrer entupimento, levando à paralisação dos rins. Todas essas situações são muito graves e podem ser evitadas com o controle da pressão alta. Para evitar o mal, tente não ficar parado. Caminhe mais, suba escadas em vez de usar o elevador. Diminua ou abandone o consumo de bebidas alcoólicas. Tente levar os problemas do dia-a-dia de maneira mais tranqüila. Mantenha o peso saudável. Procure o profissional de saúde e peça orientação quanto a sua alimentação.
Obesidade
Obesidade é quando uma pessoa apresenta uma quantidade excessiva de gordura em seu corpo, ou seja, um aumento excessivo no seu peso corporal. Pode ser causada por vários fatores, como os genéticos (herança familiar), alimentação rica em gorduras, sedentarismo, emocional, estresse e fatores sociais e econômicos. Para saber se você está obeso, além da avaliação médica, há outra maneira para verificar se você é sofre deste excesso de gordura. O valor é feito pelo IMC (Índice de Massa Corporal), calculado dividindo o peso (em kg) pela altura ao quadrado (em metros), assim:Portanto calcule seu IMC e veja qual foi o seu resultado:IMC: Até 20 = MagroIMC: 20 - 24,9 = Peso NormalIMC: 25 - 29,9 = Obesidade LeveIMC: 30 - 39,9 = Obesidade ModeradaIMC: Acima de 40 = Obesidade Severa ou MórbidaEntre as conseqüências da obesidade estão o aumento do risco de diversas doenças e distúrbios, principalmente quando são portadoras de obesidade mórbida (estágio mais avançado da doença). Entre os males potencializados pela obesidade estão à hipertensão arterial> (pressão alta), as doenças cérebros-vasculares(derrame), o diabetes melittus (falta ou incapacidade na produção de insulina), as doenças coronarianas(infarto, angina), a apnéia do sono(paradas da respiração durante o sono), a osteoartrose (perda progressiva da cartilagem articular), e a dislipidemia (colesterol e/ou triglicérides elevados). O tratamento da obesidade envolve necessariamente a reeducação alimentar, atividade física, e eventualmente o uso de algumas medicações auxiliares (sob prescrição médica).
Lombalgia
Dez perguntas Freqüentes
Má postura, inflamação ou mesmo hérnia de disco. As causas variam, mas trazem como conseqüência a famosa lombalgia, ou dor nas costas, que prejudica seu dia-a-dia e sua qualidade de vida. Saiba como evitar esse problema e viver muito melhor.
1. O que é lombalgia?
É quando uma pessoa tem dor na região lombar, ou seja, na região mais baixa da coluna perto da bacia. É também conhecida como "lumbago", "dor nas costas", "dor nos rins" ou "dor nos quartos". Não é uma doença. É um tipo de dor que pode ter diferentes causas, algumas complexas, porém na maioria das vezes o problema não é sério. Algumas vezes a dor se irradia para as pernas com ou sem dormência.
2. O que causa a lombalgia?
Freqüentemente o problema é postural, isto é, causado por uma má posição para sentar, para se deitar, para se abaixar no chão ou para carregar algum objeto pesado. Outras vezes pode ser causada por inflamação, infecção, hérnia de disco, escorregamento de vértebra, artrose (processo degenerativo de uma articulação) e até emocional.
3. Como é a lombalgia?
De duas maneiras: aguda e crônica. A forma aguda é o "mau jeito". A dor é forte e aparece subitamente depois de um esforço físico. Ocorre na população mais jovem. A forma crônica geralmente acontece nos mais velhos, a dor não é tão intensa, porém é quase permanente.
4. É importante fazer exames como a ressonância magnética?
Não. Mais de 90% das vezes o diagnóstico e a causa são estabelecidos com uma boa conversa com o paciente e com um exame físico bem feito. Em caso de dúvida, o passo seguinte é a radiografia simples.
5. E a densitometria?
É um exame usado em osteoporose, porém osteoporose não provoca dor. O que dói é a fratura espontânea de uma vértebra enfraquecida pela osteoporose. Portanto, na maioria das vezes, a densitometria não é necessária nos casos de lombalgia.
6. Ginástica faz bem?
Na crise aguda o exercício está totalmente contra indicado. Deve-se fazer repouso absoluto, deitado na cama. Uma alternativa é deitar de lado em posição fetal (com as pernas encolhidas). Não estão indicados na fase aguda: tração, manipulação, RPG, cinesioterapia (fisioterapia com movimento), alongamento nem massagem.
7. Que remédios são indicados na crise de lombalgia aguda?
Os analgésicos e os antiinflamatórios podem ser usados. Sedativos são úteis para ajudar a manter o paciente em repouso no leito. Existem outras substâncias muito usadas, porém sem nenhuma eficácia científica comprovada tais como: vitamina B12, cortisona, cálcio, gelatina de peixe, casca de ovo, casca de ostra, geléia de tubarão, unha do diabo. Nenhuma destas tem efeito comprovado. Nota-se que, quanto mais bem feito o repouso, menos medicamento se necessita. Obviamente, deve-se tratar também a causa da lombalgia.
8. Hérnia de disco tem de ser operada?
Não. Quase todos os casos regridem com repouso no leito, sem necessidade de cirurgia. Assim, a hérnia murcha e deixa de comprimir estruturas importantes, como os nervos. O tratamento cirúrgico está indicado apenas nos 10% dos casos que a crise não passa em 3 a 6 semanas, ou em pacientes que têm crises repetidas em curto espaço de tempo ou quando existem alterações esfincterianas (perda de controle para urinar e defecar)
9. Lombalgia na criança e no adolescente é importante?
Sim, muito importante. Enquanto no adulto a maioria das lombalgias é de causas e tratamentos simples, a dor lombar no adolescente é incomum e de causas que devem ser investigadas cuidadosamente pelo médico ortopedista.
10. Como evitar que uma lombalgia aguda se torne crônica?
Muitos fatores são importantes. A correção postural, principalmente na maneira de sentar no trabalho e na escola. Na fase aguda a ginástica não é indicada, porém, após o final da crise, a prática regular de exercícios físicos apropriados é importante. Quando fizer exercício com pesos na ginástica, proteger a coluna deitando ou sentando com apoio nas costas. Sempre evitar carregar peso. Não permanecer curvado por muito tempo. Quando se abaixar no chão deve-se dobrar os joelhos e não dobrar a coluna. Evitar usar colchão mole demais. O excessivamente duro também não é bom, principalmente se o indivíduo é muito magro. Para outros esclarecimentos, consulte o seu médico ortopedista.
Varizes
O que são Varizes?
Varizes são veias dilatadas e tortuosas que se desenvolvem sob a superfície cutânea. Dependendo da fase em que se encontram, podem ser de pequeno, médio ou de grande calibre.
A palavra variz se origina do latim: VARIX que significa SERPENTE.
As veias mais acometidas pela doença varicosa são as dos membros inferiores: nos pés, pernas e coxas.
Algumas pessoas apresentam minúsculas ramificações, de coloração avermelhada. Estes casos costumam ser assintomáticos e provocam apenas desconforto estético em seus portadores. Esses pequenos vasos são de localização intradérmica.
Quem está mais propenso a ter varizes?
Pessoas com mais de 30 anos de idade
Mulheres(Gestação, menstruação e menopausa pela reposição hormonal)
História Familiar de varizes
Obesidade
Tabagismo
Sedentarismo
Trabalhos em que somos obrigados a ficar parados muito tempo
Quais os sintomas de varizes?
Presença de veias azuladas e muito visíveis abaixo da pele;
Queimação nas pernas e planta dos pés;
Inchação, especialmente nos tornozelos ao final do dia;
Prurido ou coceira
Cansaço ou sensação de fadiga nas pernas;
Sensação de peso nas pernas;
Câimbras
Como tratar as varizes?
Existem algumas opções de tratamento, dentre elas.Escleroterapia química– Consiste na injeção de substancias esclerosantes que expulsam o sangue para as veias normais e entopem as veias que estão sendo tratadas. Embora essas injeções precisem ser repetidas em algumas veias, a escleroterapia costuma ser muito eficaz e com excelentes resultados quando realizada por médicos experientes.
• Cirurgia – as cirurgias de varizes estão cada vez menos agressivas. A grande maioria das varizes pode ser realizada hoje através de mini-incisões e o tempo de internação hospitalar raramente precisa passar de 24 horas. As varizes retiradas numa cirurgia não provocam danos à circulação, uma vez que as outras veias normais e o sistema venoso profundo normal se encarregam de garantir o fluxo de retorno.
• Laser escleroterapia – a escleroterapia com laser está em evolução e ainda não substitui a escleroterapia química. Não pode ser aplicada em todos os tipos de pele e ainda não dá bom resultado nos vasos de calibre maior. Novas tecnologias com laser em desevolvimento poderão ampliar a sua utilização. No Brasil alguns médicos fazem o tratamento misto: laser e injeções.
Importante: Nunca se automedique!
Complicações das varizes
Quando não tratadas de forma correta as varizes podem progredir e desenvolver severas complicações. Entre estas podemos citar:
Eczema – geralmente se inicia com prurido (coceira)Dermatite
Flebite e trombose – flebite significa inflamação da veia. Varicoflebite consiste na inflamação das varizes. Esta inflamação pode vir acompanhada da formação de trombo decorrente do sangue que coagula. Esta trombose superficial pode progredir para as veias profundas e aumentar o risco de embolia pulmonar.
Pigmentação e escurecimento da pele.Hemorragias – a pele e a parede das varizes muitas vezes ficam tão finas que facilmente se rompem. Quando isto acontece pode ocorrer uma importante perda de sangue. Este episódio é chamado de varicorragia (hemorragia proveniente de varizes).
Úlceras – a complicação mais temida pela população é a formação de feridas nas pernas denominadas úlceras. No início cicatrizam com certa facilidade, mas, com o tempo e se tratadas de forma indevida, vão se tornando mais complexas. Como existem vários tipos de úlceras nas pernas, é importante o acompanhamento de uma especialista.
Tabagismo
Fique atento!
Principal causa de morte evitável em todo o mundo, a Organização Internacional do Trabalho (OIT) calcula que pelo menos 200 mil trabalhadores morrem a cada ano devido à exposição à Fumaça Ambiental do Tabaco no trabalho.
O cigarro é a forma mais comum de uso do tabaco e é um problema sério de saúde pública. O tabagismo é a maior causa isolada evitável de mortes no mundo. Ele causa mais mortes que a soma de mortes por AIDS, cocaína, heroína, álcool, incêndios, acidentes automobilísticos e suicídio.
Muitos estudos desenvolvidos até o momento evidenciam sempre o mesmo: o consumo de derivados do tabaco causa quase 50 doenças diferentes, principalmente as doenças cardiovasculares (infarto, angina) o câncer e as doenças respiratórias obstrutivas crônicas (enfisema e bronquite).
Além disso, esses estudos mostram que o tabagismo é responsável por:
200 mil mortes por ano no Brasil (23 pessoas por hora);
25% das mortes causadas por doença coronariana - angina e infarto do miocárdio;
45% das mortes causadas por doença coronariana na faixa etária abaixo dos 60 anos;
45% das mortes por infarto agudo do miocárdio na faixa etária abaixo de 65 anos;
85% das mortes causadas por bronquite e enfisema;
90% dos casos de câncer no pulmão (entre os 10% restantes, 1/3 é de fumantes passivos);
30% das mortes decorrentes de outros tipos de câncer (de boca, laringe, faringe, esôfago, pâncreas, rim, bexiga e colo de útero);
25% das doenças vasculares (entre elas, derrame cerebral).
O tabagismo ainda pode causar: impotência sexual no homem; complicações na gravidez; aneurismas arteriais; úlcera do aparelho digestivo; infecções respiratórias; trombose vascular.
Apesar de todos os males conhecidos e amplamente divulgados causados pelo cigarro, uma questão é lançada:
Por que então as pessoas ainda fumam?
Respostas existem, dentre elas:
Para relaxar, pelo sabor, para preencher o tempo, para fazer alguma coisa com as mãos. Mas na maioria dos casos, as pessoas fumam porque sentem que deixar de fumar é muito difícil.
Tabagismo passivo
Você sabia que as pessoas não-fumantes que convivem com fumantes em ambientes fechados também fumam? Isso acontece pela inalação da fumaça de derivados do tabaco (cigarro, charuto, cigarrilhas, cachimbo e outros produtores de fumaça) por indivíduos não-fumantes. O tabagismo passivo é a 3ª maior causa de morte evitável no mundo, subseqüente ao tabagismo ativo e ao consumo excessivo de álcool (IARC, 1987; Surgeon General, 1986; Glantz, 1995). O ar poluído contém, em média, três vezes mais nicotina, três vezes mais monóxido de carbono, e até cinqüenta vezes mais substâncias cancerígenas do que a fumaça que entra pela boca do fumante depois de passar pelo filtro do cigarro.
A absorção da fumaça do cigarro por aqueles que convivem em ambientes fechados com fumantes causa:
1 - Em adultos não-fumantes:
• Maior risco de doença por causa do tabagismo, proporcionalmente ao tempo de exposição à fumaça; • Um risco 30% maior de câncer de pulmão e 24% maior de infarto do coração do que os não-fumantes que não se expõem.
2 - Em crianças:
• Maior freqüência de resfriados e infecções do ouvido médio;• Risco maior de doenças respiratórias como pneumonia, bronquites e exarcebação da asma.
3 - Em bebês:
• Um risco cinco vezes maior de morrerem subitamente sem uma causa aparente (Síndrome da Morte Súbita Infantil);
• Maior risco de doenças pulmonares até um ano de idade, proporcionalmente ao número de fumantes em casa.
Fumantes passivos também sofrem de imediato os efeitos imediatos da fumaça do cigarro apresentando irritação nos olhos, manifestações nasais, tosse, cefaléia, aumento de problemas alérgicos, principalmente das vias respiratórias e aumento dos problemas cardíacos, principalmente elevação da pressão arterial e angina (dor no peito).
Outros efeitos a médio e longo prazo são a redução da capacidade funcional respiratória (o quanto o pulmão é capaz de exercer a sua função), aumento do risco de ter aterosclerose e aumento do número de infecções respiratórias em crianças.